10 de dezembro de 2008

O renascer da esperança no porto dos desesperados





Estive todo esse tempo parado e todos os dias eu somente a vejo
Indo e voltando levando e trazendo as ondas que levam meus sonhos
Que seca os olhos e matam os meus desejos...
A praia da perdição já me parecia comum,
O vento não me fazia mais companhia, de esperança
Não me sobrava resquício algum.
Nem o martelar da minha mente me inquietava mais
O frio já não mais me cortava o rosto
A maré já não mais me queria pra si

Aquilo tudo já me reconhecia como parte, aquilo tudo já era o que vinha de mim.

O porto dos desesperados no fim... Não me parecia assim tão ruim
A busca por saída já não me era mais uma opção ou necessidade
Estava condenado a passar todos os meus dias ali
E fazia daquele pesadelo a minha verdade
Uma luz no fim do túnel não me era mais um sonho
Aquilo já não me fazia mais parte na realidade
Nem o vento me contava mais nada
Não havia outro lar alem daquela praia

Ate que uma luz no meio da fúria do mar me reviveu a esperança
Que eu a tanto havia deixado que as ondas levassem
Vinha com os gosto das ondas andava por cima daqueles restos de barco
Sorrindo como brincava uma criança, seus olhos bravios como o mar e tempestade
Andava ao gosto das ondas e parecia gostar de toda aquela dança

Eu me aquecia esquecendo de todo frio
Eu caminhava para o mar esquecendo sua ira
Eu entrava nas entranhas daquele que me aprisionara a tanto
Eu me misturava a ele como assim fazia o rio
Eu espantava o medo, espantava a insegurança

Via no desembarcar daquela dama o renascer de minhas lembranças

Via reacendendo das cinzas como a Fênix

A chama da minha esperança

Espero que tenhas gostado do que o vento me soprou ^^

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