
As ondas mais uma vez se enfurecem no porto dos desesperados
As ondas se quebram , indo e voltando de lado
Amores perdidos, sonhos despedaçados, coisas aqui deixadas
Que jamais por ninguém seriam encontradas
O vento assobia nas pedras falando nomes de quem se perdeu
Com seus pedidos de ajuda sussurrados
Nem o sol nem a lua mostram suas faces nesse amaldiçoado lugar
As nuvens e as brumas não deixam que as luzes toquem as areias
Que encobrem os ossos dos que daqui não podem voltar
O sibilar dos metais dos barcos despedaçados no cais ate parecem falar
Cantando um cantiga soturna de tilintares sibilos vazios
O porto dos desesperados nunca conheceu um sorriso
Só conhece o frio da solidão e o estende a todos a que tocam aquele piso
Aquela areia fria que escondia de todos que haviam passado o medo da solidão
E enganava cada um dos que cruzavam pelas molhadas areias turvas da praia da perdição
Pegadas que não levam a lugar nenhum e mensagens escritas a mão
Por fantasmas renegados que se perderam nas águas sem compaixão
Não existem faróis que guiem ninguém para lugar nenhum nesse porto de solidão
Apenas as estrelas do céu tem coragem de iluminar as brumas desse lugar
A noite o frio te corta e não há fogo que possa te esquentar
Não há caminho que te livre do destino incerto de te perder mar
Não há inicio não há fim, não há entrada ou saída que daqui vá te levar
Por mais que você evite você vai parar nesse lugar
Basta saber que será que vai vir te buscar
E o que eu espero perdido nesse lugar...
Sabe como vai terminar... Aqui no porto dos desesperados você não pode me escutar ... Espera o vento te contar...
Espero que tenhas gostado do que o vento me soprou ^^




