15 de novembro de 2008

Fantasmas de uma noite de lembraças


O fantasma do que já houve entre nós mais uma vez me assombrou
Aquele medo de te perder já tornara meus dias sem tua presença
Dos mais medonhos filmes de terror
Nem me caderno de anotações parecia ser meu amigo
Seguir sem você era necessário
Apesar de não me fazer qualquer idéia de como
Ou como qualquer poeta escrevia gritar aos quatro ventos
Que “sem você nada disso fazia sentido”

Tentei seguir cantando para espantar os males
Falava a cada um dos meus sentidos pra apenas apoiar o outro
Tentava esquecer-se do tempo que passamos
Esquecer meus devaneios e meus planos que nunca aconteceram
Apoiar-me no que aconteceu para continuar vivendo
Era dos dias com ela que eu mantinha meu calendário

As nuvens engoliam vazias as brumas da lua
Nada acontecia, o tempo seguia
O cigarro queimava quieto no cantinho do cinzeiro
E tentava com a sua fumaça espantar o vazio do meu pensamento
Mais um gole de qualquer coisa que me desfaça a razão
Mais um momento entorpecido que eu vou fugir do seu mundo
Sair da palma da sua mão

Não sei se a bebida já me toma ou se as ilusões da noite já brincam comigo
O vento na cortina já parecem teus cabelos, o escuro do quarto já não parece meu inimigo
O cigarro já se consumia por inteiro, o cansaço e a bebida já haviam me enfraquecido
Tentei mais uma noite fugir de você

Embora depois de tanto tentado, ainda não tenha conseguido

Nessa noite de sombras e lamurias espero que tenhas gostado

De tudo que o vento havia de mim soprado...


Espero que tenhas gostado do que o vento me soprou ^^

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