12 de abril de 2010

Confissões deitado as estrelas


Descrente e estatico na minha mesa de cabeceira
converso com a lua, acompanhada aos brilhos pelas estrelas
do lado de um universo coberto de vastidão
me mostram quem meu lugar e aqui sozinho
que meu lguar e aqui no chão

Aquela que se foi, nunca mais vai voltar
Aquela que nunca veio, jamais terá o seu lugar
Aquela que tanto quis, nunca meus olhos tornaram a ver
Aquela de tantas distancias, poderia ser você

Em milhares de bocas procurei a que tanto queria
não sabia qual, Não sabia delas o que queria
não brincava com meus labios, dando meu coração
A cada uma das que via...
E em mil pedaços fiquei dividido,
como as estrelas do céu repartido

Mais estou preso aki no chão
em muitos pedaços, em cada canto jogado
e em pedaços...de ninguem posso ter sido
só o vento pode me dizer de onde ela tem ido....





Espero que tenhas gostado do que o vento me soprou ^^

8 de janeiro de 2010

É o fim?!...


É o fim....meu cigarro queima a ponta dos meus dedos em surpresa
o fim de histórias e devaneios de imensa beleza
Onde neless fui principe..neles fui rei
Neles pude ser o que eu queria,
ate o que eu não sei
ou não sabia se realmente existia

curvo-me sobre esta folha com a caneta em mãos trêmulas
a testa encaixa ao fundo no ponto de uma coluna invisível
minhas ideias são vagas e irreais
não mais plenas....
Me recobro do choque, tento recuperar o rumo
me sinto tão pequeno que ao menor sinal
sumo...

Eu sabia que um dia isso iria acontecer
sempre se fala que nada é pra sempre, ou
por assim dizer. Eu so queria dizer
que independente do tempo, dos dias
,das horas ou do que tenho que fazer....

EU
AMO
VOCÊ....
alem disso não tenho mais o que dizer




Espero que tenhas gostado do que o vento me soprou ^^

1 de abril de 2009

Do chão ao céu


Do chão ao céu

seguindo o mesmo caminho
temendo o fim sozinho
esperando o veneno do tempo fazer ceu papel
Buscando nessa esquina vazia
Nessa rua larga neste mesmo vão vazio
o vento me corta a pele com um leve assobio
eu venho buscando sozinho uma respota
pra uma pergunta que não existe
Ainda não sei se estou perdido ou apenas triste
caminhando por essas pedras cravadas ao chão
piso em cada uma delas como se voasse
mais a cada uma que pesso uma resposta
todas elas me dizem não

Do céu ao chão
gota d'agua do céu perdida no meio da minha mão
aprisionada pela ganancia do meu ego
ela me pede escorrendo pelos cantos para ir ao chão
pedi a resposta pra as minhas inseguranças
e ela tambem me disse não...

do chão ao céu
da boca ao reto
a dor da duvida me mata sempre aos poucos
queria poder fazer dos desenjos do meu coração teus mandamentos
sei que tudo que penso nem o que faço não é sempre certo
so peço que me ouças nesse momento

Queria somente dizer que te amo
e disso não tive duvidas por um só momento...








Espero que tenhas gostado do que o vento me soprou ^^

10 de dezembro de 2008

O renascer da esperança no porto dos desesperados





Estive todo esse tempo parado e todos os dias eu somente a vejo
Indo e voltando levando e trazendo as ondas que levam meus sonhos
Que seca os olhos e matam os meus desejos...
A praia da perdição já me parecia comum,
O vento não me fazia mais companhia, de esperança
Não me sobrava resquício algum.
Nem o martelar da minha mente me inquietava mais
O frio já não mais me cortava o rosto
A maré já não mais me queria pra si

Aquilo tudo já me reconhecia como parte, aquilo tudo já era o que vinha de mim.

O porto dos desesperados no fim... Não me parecia assim tão ruim
A busca por saída já não me era mais uma opção ou necessidade
Estava condenado a passar todos os meus dias ali
E fazia daquele pesadelo a minha verdade
Uma luz no fim do túnel não me era mais um sonho
Aquilo já não me fazia mais parte na realidade
Nem o vento me contava mais nada
Não havia outro lar alem daquela praia

Ate que uma luz no meio da fúria do mar me reviveu a esperança
Que eu a tanto havia deixado que as ondas levassem
Vinha com os gosto das ondas andava por cima daqueles restos de barco
Sorrindo como brincava uma criança, seus olhos bravios como o mar e tempestade
Andava ao gosto das ondas e parecia gostar de toda aquela dança

Eu me aquecia esquecendo de todo frio
Eu caminhava para o mar esquecendo sua ira
Eu entrava nas entranhas daquele que me aprisionara a tanto
Eu me misturava a ele como assim fazia o rio
Eu espantava o medo, espantava a insegurança

Via no desembarcar daquela dama o renascer de minhas lembranças

Via reacendendo das cinzas como a Fênix

A chama da minha esperança

Espero que tenhas gostado do que o vento me soprou ^^

21 de novembro de 2008

Naufrago no porto dos desesperados


As ondas mais uma vez se enfurecem no porto dos desesperados
As ondas se quebram , indo e voltando de lado
Amores perdidos, sonhos despedaçados, coisas aqui deixadas
Que jamais por ninguém seriam encontradas
O vento assobia nas pedras falando nomes de quem se perdeu
Com seus pedidos de ajuda sussurrados

Nem o sol nem a lua mostram suas faces nesse amaldiçoado lugar
As nuvens e as brumas não deixam que as luzes toquem as areias
Que encobrem os ossos dos que daqui não podem voltar
O sibilar dos metais dos barcos despedaçados no cais ate parecem falar
Cantando um cantiga soturna de tilintares sibilos vazios

O porto dos desesperados nunca conheceu um sorriso
Só conhece o frio da solidão e o estende a todos a que tocam aquele piso
Aquela areia fria que escondia de todos que haviam passado o medo da solidão
E enganava cada um dos que cruzavam pelas molhadas areias turvas da praia da perdição
Pegadas que não levam a lugar nenhum e mensagens escritas a mão
Por fantasmas renegados que se perderam nas águas sem compaixão
Não existem faróis que guiem ninguém para lugar nenhum nesse porto de solidão

Apenas as estrelas do céu tem coragem de iluminar as brumas desse lugar
A noite o frio te corta e não há fogo que possa te esquentar
Não há caminho que te livre do destino incerto de te perder mar
Não há inicio não há fim, não há entrada ou saída que daqui vá te levar
Por mais que você evite você vai parar nesse lugar

Basta saber que será que vai vir te buscar

E o que eu espero perdido nesse lugar...

Sabe como vai terminar... Aqui no porto dos desesperados você não pode me escutar ... Espera o vento te contar...


Espero que tenhas gostado do que o vento me soprou ^^

20 de novembro de 2008

Outra visão


Olhando bem....o mundo visto daqui do chão não e tão ruim
O céu parece mais perto, não da tanto medo de cair
O mundo rodando sobre a sua cabeça podendo te pisotear
E tudo que o seu corpo quer é dormir...

A queda não foi tão ruim... Por um momento dela eu soube o que era voar
O tempo correu mais lento, pude sentir o vento aos poucos me cortar
Cai lento vendo o céu se afastando manhoso com o negro de uma nuvem nublada
Gotejando aos poucos uma pequena cascata de gotas de prata..

Olhando bem o motivo não foi dos piores... me falaram que hoje em dia não se morre por ninguém.
Não existe mais o “amor da sua vida”, nem cara metade, nem o “outro alguém”
Mais não me contaram que tinha coisa tão parecida que pudesse me enganar
Faze-me feliz, me deixar sonhar, criar lembranças de um futuro onde eu nunca iria estar
Fazer-me criar uma perspectiva de um futuro que só dependia da vontade alheia
Que não existiu.
Disseram-me que eu fui tolo, achei que no final disso eu não poderia sorrir
Mais em momento algum não me disseram que eu não poderia desistir...

Ate que eu acho que não sofri tudo que podia...
Ate que no meio dos meus devaneios e das tuas ilusões eu tive esperança
Acho que no meio das esperanças eu tive alegria
Acho que no meio de tantas emoções eu posso dizer que fui como poucos feliz
Como uma criança fora um dia... Andar despreocupado com o mundo sem pensar no amanhã
Andar com um sonho no futuro, andar com um amor no peito como eu sempre quis

Olhando bem aquele não era o pior momento...
Eu não tinha angustia, o choro já afogava meu sofrimento
Já tinha me livrado do medo, já tinha deixado pra traz todo tormento
Tinha guardado o bom que eu havia retirado dela no fundo do meu peito
Como numa grade de prisão, jogando a chave fora e declarando-a perpetua
Agora essas lembranças eram minhas por direito, era tudo rápido, delirante
Se eu não pude ser feliz pra o resto da minha vida seria ao menos naquele instante

Olhando bem aqui onde eu estou não é tão ruim...
Eles me olham horrorizados e tristes mais eu não estou ruim assim
Eu apenas desisti, eu apenas decretei meu fim
Eu tentei tocar no céu pela segunda vez com as ultimas forças que tinha e cai
Agora tenho o chão frio como cama
E a ultima coisa que vou ver será esse céu nublado
Molhando meu rosto com suas lagrimas e urrando trovões de tempestade
Com se não quisesse apenas me deixar dormir...

Ele não entende que apenas acabou e
Espero que tenhas gostado do que o vento me soprou ^^

15 de novembro de 2008

Fantasmas de uma noite de lembraças


O fantasma do que já houve entre nós mais uma vez me assombrou
Aquele medo de te perder já tornara meus dias sem tua presença
Dos mais medonhos filmes de terror
Nem me caderno de anotações parecia ser meu amigo
Seguir sem você era necessário
Apesar de não me fazer qualquer idéia de como
Ou como qualquer poeta escrevia gritar aos quatro ventos
Que “sem você nada disso fazia sentido”

Tentei seguir cantando para espantar os males
Falava a cada um dos meus sentidos pra apenas apoiar o outro
Tentava esquecer-se do tempo que passamos
Esquecer meus devaneios e meus planos que nunca aconteceram
Apoiar-me no que aconteceu para continuar vivendo
Era dos dias com ela que eu mantinha meu calendário

As nuvens engoliam vazias as brumas da lua
Nada acontecia, o tempo seguia
O cigarro queimava quieto no cantinho do cinzeiro
E tentava com a sua fumaça espantar o vazio do meu pensamento
Mais um gole de qualquer coisa que me desfaça a razão
Mais um momento entorpecido que eu vou fugir do seu mundo
Sair da palma da sua mão

Não sei se a bebida já me toma ou se as ilusões da noite já brincam comigo
O vento na cortina já parecem teus cabelos, o escuro do quarto já não parece meu inimigo
O cigarro já se consumia por inteiro, o cansaço e a bebida já haviam me enfraquecido
Tentei mais uma noite fugir de você

Embora depois de tanto tentado, ainda não tenha conseguido

Nessa noite de sombras e lamurias espero que tenhas gostado

De tudo que o vento havia de mim soprado...


Espero que tenhas gostado do que o vento me soprou ^^

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