28 de dezembro de 2011

O Trato


Eu desisto de tentar
De me iludir
de me enganar
de me ludibriar

A cada lembrança que me passa pela cabeça
cada coisa que você me pede que esqueça
cada sentimento que eu tento matar
e todos eles a me sufocar.

Penso se nada desse errado
como se tivesse acertado
se pudesse ter superado
o que me impede de ser parte do meu ser.

Se cada sonho tivesse chegado
se cada dor tivesse sanado
se cada medo tivesse passado
eu ainda estaria a sua mercê.

Se tudo mudasse
se nada voltasse a você
se tudo que eu pedisse
é que queria te esquecer.

se minhas prioridades mudassem
se minhas suplicas funcionassem
eu te pediria que deixasse comigo
aquela parte, assim ...

Eu te peço que me deixe
que eu nunca mais me queixe
que nem um minuto me tenha
como parte de fim.

Que eu esteja no canto
Bem escondido nos mantos
de anjos querubins
onde nada me alcance, nem mesmo a sua nuance
leve mais uma lasca de mim.


Espero que tenhas gostado do que o vento me soprou ^^

13 de dezembro de 2011

Considerações sobre a paciência


E um instante parecia a eternidade,
meu mundo parava o relógio
unicamente pela sua vontade,
para me fazer aceitar que tudo aquilo era verdade.

Minutos pareciam dias
Naquela tarde vazia em que me faltava um pedaço.
Tinha pra sempre um buraco
Bem no meio do peito escavado.

Mais o tempo cura tudo,
de todo mal ele há de me curar.
Do medo, da solidão, da morte
só hei de me jogar ao sabor da sorte.

Não posso ter pressa,
Não numa hora dessa,
tenho que esperar passar:
Cicatrizar, crescer, secar...

E talvez até fique em mim alguma cicatriz,
de que eu fui maior, de que também caí.
De que a felicidade me deixou por um triz,
e as promessas que o tempo me diz.

É só esperar, só deixar
Fluir, levar, espalhar, dispersar...
toda ferida precisa de tempo
e de vontade para poder sarar...

O segredo é não parar de respirar...

Espero que tenhas gostado do que o vento me soprou ^^

30 de novembro de 2011

Outras considerações sobre mim...




Continuo sendo imperfeito...bem você também.
Só que agora admito a diferença entre nós dois...eu reconheço a sua imperfeição.
Não tenho mais medo de errar,de mentir, de negar: sei que você também é capaz disso!
Cada linha que eu escrevo com uma lembrança sua eu substituo por um uma idéia que eu
criei quando nem ao menos sabia quem era você, quem era eu mesmo...

Tais crises me soam cada vez mais familiares com o passar do tempo,
cada vem mais intimas e mais diretas, já não temos mais tantos rodeios.
Ando a cada vez mais praticando a arte do desapego, onde cada vez menos de você
representa cada vez mais de mim. Não preciso ter mais medo de exprimir o que sinto
sem ao menos te afetar de alguma forma.

Sou o mesmo boêmio, o mesmo poeta, o mesmo tolo de sempre.
só não mais cairei na mesma tolice por essa vez....
talvez na próxima...mais não mais dessa vez...não mais por você.
A mesma tolice que me faz um romântico incondicional ou um individuo único
mais não mais o mesmo individuo.

Temo, por meio deste te afastar, ou até te perder...mais temia
muito mais o fato de não te ter por perto e a este, meu amor, eu ando
sobrevivendo muito bem diga-se de passagem. Cada dia a mais me tornado mais tolerante
a essa droga que atende pelo mesmo nome que o seu.

Sinceramente, a cada segundo que me retenho a não chegar perto do telefone,
do computador, de qualquer meio de comunicação que nos integre eu me sinto mais meu.
Cada vez mais voltando ao meu estado original de criatura egoísta, direta, cética.
Temo nunca mais ser o ser apaixonado que te amou um dia, mais me conformo dizendo a mim mesmo que a menção de um novo amor me tornaria o mesmo idiota.

Me engano todas as noites com a mesma frase.

E penso que cabe a mim, somente a mim, saber quando vou me apaixonar ou me perder
loucamente sobre os lábios de um outro alguém.
Me engano toda noite que passa com a mesma frase, o mesmo mantra, o mesmo texto marcado e dito no teatro da minha noite solitária, onde só quem me aquece é meu lençol e meus amores platônicos que perdi por quaisquer motivos...medo, covardia, opinião alheia....

Qualquer por qualquer que seja a situação eu me enxergo um individuo diferente, transparecer isso é onde mora o problema,a dúvida, a insegurança.
Porem, mesmo que aos poucos eu me sinto preparado por mimnha própria natureza.
Mesmo que a mesma seja prejudicial a mim mesmo.


Espero que tenhas gostado do que o vento me soprou ^^

29 de novembro de 2011

Uma breve dose de amor platônico





Simplesmente eu a vi
entrando quase que misticamente pela porta daquele bar,
e nossos olhos se encontraram por menos de um segundo.
Era somente nosso aquele momento único.

Dentre os copos, a música, a fumaça eu a vi
Não sabia nem como, nem por quê estava ali
Não tinha a mera ideia da intenção do seu sorriso
Queria só saber o que viam aqueles olhos cor de granizo

Taciturnos procuravam pelos cantos
olhando por entre os tantos frequentadores do local
E eu só acompanhava seu toque, seu corpo
Sua leveza sem igual.

Temi piscar e perder qualquer segundo que fosse.
Estranhamente senti um um desejo, na boca um gosto doce
pouco importava o resto do mundo lá fora
eu transformaria aquele segundo em dia,em Mês, em horas...

Incontáveis imagens pude criar
Ela sorrindo, nossos filhos, nos braços dela deitar.
Mais um gole da bebida me descia por sobre os sentidos
Admirava seu rosto lindo sorrindo.

Mergulhei profundamente naquele momento de fantasia
Tudo era ela, tudo era eu, nós dois era tudo que eu queria
Assimetricamente escolhidos pelo destino.
Ela dançando entre as mesas, eu maravilhado assistindo

Uma sinfonia de luzes e de cores pelos cantos ínfimos daquele bar
Onde a mais sublime visão destes olhos estavam a caminhar
Entregava-me cada vez aquela visão divina
com os traços de uma deusa, com sorriso de menina

A felicidade brincava com meus medos
Nada daquilo entedia
Como nos cacos do meu peito
residia tanta alegria?

Mais que por menos de um segundo
Meu olhar o seu perdia...
era pouco pra se ter, era aquilo que eu queria
La se ia minha musa, a inspiração da minha cantiga

E lá se foi ela pelas mesas, nada mais existia
Ela sumia da minha vida, levava consigo a alegria
Mais uma noite nesse sonhos,E meu coração se partia
Fico triste, tomo um gole, e dela aos poucos esquecia...


Espero que tenhas gostado do que o vento me soprou ^^

23 de novembro de 2011

A Janela, A lua e Ela


Eu vejo a lua
lá da janela
eu vejo a rua
na rua dela
eu vejo ela
bem na janela

Eu vejo ela
La na janela
Olhando a lua
lua tão bela
Mais nessa rua
Nessa janela
Não há mais bela
mais do que ela


Eu sei da lua
Eu sei por ela
Que ela conta
la da janela
tudo que pensa
tudo que é dela
e eu a escuto
na rua dela
falar com a lua la da janela

Eu sei de tudo
sei como é bela
e eu espero
Lá da janela
ter todo o tempo
um tempo dela
tendo a lua
Na rua dela
de confidente na sua janela

Eu tenho medo
temo por ela
de não ter tudo
pra poder tê-la
de só ama-l, mais nunca vê-la
La na janela, por só querê-la

Eu sei ó lua
eu vou dizê-la
das confidencias
quando vou te-la
pois só tu sabes
bem das vontades
de quem eu quero
e do desejo e todo tempo
Esse que eu espero





Espero que tenhas gostado do que o vento me soprou ^^

17 de novembro de 2011

Minha missão: te fazer sorrir


Arrumei mais um motivo
Vou roubar mais um sorriso
Pra ver aquele brilho
o que me mantem vivo

juro solenemente ser tua felicidade
Alegria de verdade,
Apesar de tudo que venha acontecer
prometo fazer cada segundo valer

Bobo, besta, babaca, mamão,
Abestalhado, brincalhão
a prioridade esta bem definida:
Fazer todo bem na tua vida

Mesmo que não seja a teu lado
Esse pobre retardado a de manter a missão
cada segundo que eu possa, mesmo que eu não possa
serei o mesmo bobão.

Juro solenemente,
por todo tempo que me restar
por cada minuto que resta
Jamais te ver chorar!

Se vale de cada palavra
Desse seu Bobo Poeta
Prometo fazer que todos seus dias
Pareçam dias de festa...

Espero que tenhas gostado do que o vento me soprou ^^

16 de novembro de 2011

Ensaio sobre a solidão


É indispensável ser sozinho
É indispensável ter carinho
é indispensável ser amado
difícil é não tê-los o quanto se tem dado.

Cada canto da casa parece dela
cada viga, parede, flanela
cada canto tem aqueles olhos me aguardando
era como se tudo por ela estivesse clamando...

O sofá, a cama, a mesa do canto
cada lembrança, cada pranto
eu acho que ainda vejo seu rosto
talvez teu fantasma, tendo as sombras em manto

Onde eu olho eu a vejo
no canto do olho ou de lampejo
o vento leva das fronhas e lençóis
um pouco do seu cheiro...

deixei cada grão de poeira
não mexi na casa inteira
pra manter ela por aqui
tenho medo de esquece-la, de deixar ela partir

E quando em sono me encontro
nas cobertas a me deitar
ainda sinto que respiras
ainda sinto me beijar

Faz falta cada coisa
até as que podiam me irritar
Infelizmente eu só descobri que a amava
Quando a vi por aquela porta passar

E mais uma vez, tenho como companheira a solidão
Procuro os olhos dela no escuro
nessa minha insistência vã
tento não deixa-la ir embora, prende-la no meu coração
Espero que tenhas gostado do que o vento me soprou ^^

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