30 de novembro de 2011

Outras considerações sobre mim...




Continuo sendo imperfeito...bem você também.
Só que agora admito a diferença entre nós dois...eu reconheço a sua imperfeição.
Não tenho mais medo de errar,de mentir, de negar: sei que você também é capaz disso!
Cada linha que eu escrevo com uma lembrança sua eu substituo por um uma idéia que eu
criei quando nem ao menos sabia quem era você, quem era eu mesmo...

Tais crises me soam cada vez mais familiares com o passar do tempo,
cada vem mais intimas e mais diretas, já não temos mais tantos rodeios.
Ando a cada vez mais praticando a arte do desapego, onde cada vez menos de você
representa cada vez mais de mim. Não preciso ter mais medo de exprimir o que sinto
sem ao menos te afetar de alguma forma.

Sou o mesmo boêmio, o mesmo poeta, o mesmo tolo de sempre.
só não mais cairei na mesma tolice por essa vez....
talvez na próxima...mais não mais dessa vez...não mais por você.
A mesma tolice que me faz um romântico incondicional ou um individuo único
mais não mais o mesmo individuo.

Temo, por meio deste te afastar, ou até te perder...mais temia
muito mais o fato de não te ter por perto e a este, meu amor, eu ando
sobrevivendo muito bem diga-se de passagem. Cada dia a mais me tornado mais tolerante
a essa droga que atende pelo mesmo nome que o seu.

Sinceramente, a cada segundo que me retenho a não chegar perto do telefone,
do computador, de qualquer meio de comunicação que nos integre eu me sinto mais meu.
Cada vez mais voltando ao meu estado original de criatura egoísta, direta, cética.
Temo nunca mais ser o ser apaixonado que te amou um dia, mais me conformo dizendo a mim mesmo que a menção de um novo amor me tornaria o mesmo idiota.

Me engano todas as noites com a mesma frase.

E penso que cabe a mim, somente a mim, saber quando vou me apaixonar ou me perder
loucamente sobre os lábios de um outro alguém.
Me engano toda noite que passa com a mesma frase, o mesmo mantra, o mesmo texto marcado e dito no teatro da minha noite solitária, onde só quem me aquece é meu lençol e meus amores platônicos que perdi por quaisquer motivos...medo, covardia, opinião alheia....

Qualquer por qualquer que seja a situação eu me enxergo um individuo diferente, transparecer isso é onde mora o problema,a dúvida, a insegurança.
Porem, mesmo que aos poucos eu me sinto preparado por mimnha própria natureza.
Mesmo que a mesma seja prejudicial a mim mesmo.


Espero que tenhas gostado do que o vento me soprou ^^

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