7 de novembro de 2008

Mesmo que eu não te dissesse


Olhando tuas lagrimas os mares pareciam apenas uma gota
Não adiantara que eu falasse, que eu dissesse, ou mesmo se te calasse
Seguia desenfreado, não conhecia a paz ou qualquer outra coisa
Olhei nos teus olhos e vi o inicio da tua alma, e para motivo do meu espanto
Quem morava neles era a tristeza, que não queria qualquer carinho ou acalanto.

Tentei, briguei, expliquei, conversei tentei ate falar
E por mais que eu tentasse ou que eu me quisesse não a fazia parar
Cada segundo naquelas quatro paredes se tornavam mais longos
E cada uma das paredes a cada momento um pouco menores
E a amargura tentara a fundo tomar conta de mim
O tempo parava e aquilo se tornara sem fim...

O tempo lá não mais jazia
As lagrimas não paravam se quer por um estante
E eu olhava como pedra, como se te ver daquele jeito não me faria nada, que eu não sofria
Mesmo que as minhas quisessem pular por fora dos olhos para conter as suas
O peito apertava e eu nada podia
Eu gritava por dentro, rasgava-me o peito, mais nada dizia.

A única coisa que podia te ser era um ombro amigo
Era tudo que podia fazer, era oferecer para a tua tristeza um abrigo
Um lugar para onde ela pudesse se esconder, esquecer teu coração
E deixasse presa na alma os pedaços que eu pudesse absorver
Livrar de ti todo aquele rancor, sair daquela prisão
Tornar do teu mundo um jardim de rosas
Mesmo que à custa disso o meu se tornasse um porão.

Tentando com a escuridão das minhas intermináveis noites
Recriar-te a felicidade, te trazer a primavera
Mesmo que o inverno me fizesse lei, e saber que no fim o inferno me espera.
Buscar luz pra os teus caminhos no ultimo por do sol do meu mundo
Fazer o vento bailar pelo teus pés, te levar dos mares aos mais fundos
Te fazer feliz a qualquer custo, mesmo que não seja comigo
Esse que tu consideras como amigo, porem escondido dos outros
Atrás dos olhos do mundo deseja e jura do fundo do peito
Que só quer te ver feliz e que mais lindo que como o teu sorriso
Ele não viu nada tão lindo nesse mundo.

Espero que tenhas gostado do que o vento me soprou ^^

2 comentários:

  1. Se eu não o conhecesse...

    Diria: - Mário, quem é esse?
    Mario Quintana? Será que ele se disfarçou com o pseudônimo Cannibal??

    Mas como eu te conheço, Mário Cannibal...
    Digo que o vento te sopra as fases da vida, as fases mais importantes... E eu sei, O vento sopra isso para todos mas poucos conseguem ouvir como você...

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